Nova fase vermelha, como ficam os motoristas de aplicativos?

Nova fase vermelha, como ficam os motoristas de aplicativos?

No dia de hoje (06), todo o Estado de São Paulo se encontra novamente com a fase vermelha decretada, afetando a população como um todo, e claro a classe dos motoristas de aplicativos.

Mas sem sombra de dúvidas este novo lockdown traz para os motoristas uma situação muito mais delicada e dramática, para entendermos melhor vamos voltar um pouco no tempo, para março de 2020, quando se iniciou os fechamentos aqui no Brasil.

Sem Renda e Expostos

Naquele primeiro momento a demanda de uso dos aplicativos caiu consideravelmente. A equipe do Observatório Social da Covid-19 analisou os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid-19 (Pnad-covid), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi analisado que no ano de 2019, havia 1,145 milhão de condutores de automóveis, caminhonetes e motocicletas que trabalhavam por conta própria, indicando aumento de mais de 500 mil trabalhadores no período. Já em abril de 2020, foram contabilizados 1,124 milhão de trabalhadores por conta própria. Esse fenômeno se deu, como disse acima, pelos baixos pedidos de corridas, pela sensação de uma exposição maior para contraírem o vírus, e um terceiro detalhe muito importante que é pouco falado, milhares de motorista de aplicativos trabalham com veículos alugados e usam parte dos seus rendimentos para pagarem este custo. Com isso, contribuindo consideravelmente para esta redução apresentada pelo estudo Pnad-covid, pois a conta é simples, menos corrida, menos dinheiro, com menos dinheiro o motorista não consegue pagar o aluguel do seu carro e precisa devolvê-lo. Segundo a Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (Abla), nos 2 primeiros meses da pandemia, dos 200 mil carros que estavam alugados para os motoristas de aplicativos, 160 mil foram devolvidos.

Menos horas trabalhadas

Para aqueles que ainda conseguiram permanecerem nas ruas, o impacto também foi brutal. A Pnad-covid mostra a média de horas trabalhadas por semana, que era de 45 horas, caiu para 20 horas em média. Afetando também bruscamente seus rendimentos.

Saldo final e o que esperar em 2021

Contextualizado o que ocorreu no ano de 2020, percebemos claramente que os motoristas sofreram “duros goles” por causa da pandemia, muitos devolveram seus carros, perderam suas casas, atrasaram suas contas. No final de 2020 a situação começou a melhorar gradativamente, muito longe do usual é claro pois ainda estamos em uma pandemia, mas muitos motoristas conseguiram voltar para às ruas, e continuarem lutando para levar o sustento para suas famílias.

Agora em 2021 na minha opinião eles recebem outro “golpe certeiro”, assim como toda a população, colocando em cheque duas questões que com certeza são inegociáveis, a saúde da população, e a necessidade das pessoas trabalharem para sobreviver. Vejo com muito medo o cenário que se inicia hoje, pois infelizmente acredito que este “golpe” sofrido novamente pelos motoristas, fará que muitos deles caiam na “lona” e percam a luta.

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Felipe Andrade

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